“É um orgulho sair de Moçambique um vice-presidente da FIA” – António Pereira

“É um orgulho sair de Moçambique um vice-presidente da FIA” – António Pereira

Gilberto Guibunda

A eleição de Rodrigo Rocha para a vice-presidência da FIA para o pelouro de África é uma boa nova para o país por vários motivos, considera, António Pereira, conhecedor nato do desporto motorizado, que analisava as transformações que se esperam da nova presidência da FIA, eleita sexta-feira última.

– “O Jean Todt, nos 12 anos que esteve nos destinos da FIA fez um trabalho de se reconhecer o mérito. Pode ter ficado algum trabalho por realizar naquilo que foram as suas promessas, mas acredito que foi um bom presidente nos últimos 12 anos e a FIA esteve bem comandada” observou.

– “Em relação aos dois candidatos, eu passei um bocado ao lado de manifesto eleitoral de cada um deles. Ben Sulayem  é uma mudança, uma escolha da maioria, não fosse ele eleito por  61.6 % dos votos. Falei com alguns amigos que são funcionários da FIA e com cargos internacionais e disseram-me  que não estavam a espera desta diferença tão grande. Se ele é da confiança de tanta gente com quem falou, incluindo o ASN moçambicano, neste caso o ATCM, e os nossos vizinhos do lado, a África do Sul, através da South Africa Motorsport, é que foram convencidos nesse sentido por um projecto eleitoral competente. Acredito que mudanças sempre virão e para o lado positivo. Estamos a falar dum antigo piloto que foi várias vezes campeão e que respira o desporto motorizado” analisa António Pereira que depois se virou para o compatriota, Rodrigo Rocha.

– “Uma vez mais, o que eu tenho a dizer não são uns parabéns ao Rodrigo Rocha, mas mais uns parabéns à FIA e a esta direcção por terem uma pessoa tão proactiva com o Rodrigo. A prova disso são os últimos três ATCM, do que era antes e o que é hoje. Quem o viu quem o vê. Acredito que é muito bom, é uma pessoa, como disse, proactiva e participativa a nível da FIA” descreve.

Que influência terá Rodrigo Rocha no continente é uma incógnita, o facto é que quem sai a ganhar com esta eleição é o país, reconhece Pereira.

– “O que ele representa para os restantes países africanos, acho que não é assim tão especial porque é um cargo rotativo que sairá sempre dos países africanos. Já tivemos um da Costa do Marfim e do Quénia, durante muitos anos. conhecendo a personalidade do Rodrigo, acredito que ele será mais interventivo. Para Moçambique tem muito significado porque, com certeza, o país vai beneficiar de muita coisa. O país está cada vez mais no mapa internacional do desporto internacional e é um orgulho sair daqui um vice-presidente. Do próprio clube, dos sócios e simpatizantes temos todos a ganhar. É algo muito positivo e nunca tinha acontecido isto na história do motorsport nacional” concluiu.

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