Paulo Oliveira: Dakar 2022 bem à porta!

Paulo Oliveira: Dakar 2022 bem à porta!

Gilberto Guibunda

O ano 2021 aos poucos vai ficando para atrás e, Paulo Oliveira, vai entrando em contrarrelógio para o que a seguir vem: a primeiríssima presença num Rally Dakar da Arábia Saudita, em Janeiro do próximo ano.

São cerca de oito mil quilómetros que o piloto será submetido feitas em 12 etapas durante os 15 dias intensos de corridas. Isto diz tudo sobre o tipo de preparação que deve ser feita. A viagem para o Médio Oriente  deverá acontecer no dia 27 de Dezembro e, nos dias 29 a 31 estão reservadas as habituais verificações técnicas e administrativas. A corrida começa no primeiro dia do mês de Janeiro. 

O Mozautosport, sempre em cima dos grandes acontecimentos, não perdeu a oportunidade para tirar da boca do piloto moçambicano o que lhe corre neste momento na sua cabeça antes da data chegar. Mas antes, uma pausa para dar o rescaldo daquilo que foi o ano desportivo 2021, como dissemos, está a escassos dias para ficar na história do calendário gregoriano.  

 

– “Efectivamente tínhamos estado em grande destaque no Campeonato do Mundo de Bajas, onde estivemos a liderar até à penúltima prova. No Catar, penso que foi onde nós perdemos o campeonato. Estivemos a liderar a prova até 20 km da final, onde tivemos a queda nas dunas e destruiu-nos a torre de navegação. Isto prejudicou-nos no resto da corrida, ao caímos, pois, para um quarto lugar e acabámos por não pontuar da forma como queríamos. Chegámos a Portalegre [ a prova foi no dia ] em segundo lugar e as condições do terreno que não eram melhores, nem para nós nem para ninguém, mas também não estávamos totalmente focados face a alguns problemas e lesões que trazíamos. Foi duro. Tudo fizemos para manter o segundo lugar, tentámos, inclusive, atacar o primeiro lugar e, tentámos, inclusive, elevar a fasquia. Fizemos uma boa prestação no primeiro dia. No segundo dia partimos logo para o ataque, porque sabíamos que para ganhar tínhamos que acelerar e, logo após 500 metros na saída da segunda especial [segundo dia foi uma etapa com 360 km dividida por dois sectores selectivos, um de 200 e outro de 160] tivemos uma saída da pista que nos deixou um pouco maltratados. Fizemos este sofrimento, perdemos muito tempo para o primeiro e para o terceiro e acabámos por cair para a terceira posição. Depois foi tentar gerir o nosso terceiro lugar e ir pelo menos ao pódio” relata Paulo Oliveira que terminou o campeonato no com um agridoce terceiro lugar. O piloto queria mais!

– “Trouxemos ao país a medalha de bronze, num campeonato do mundo que foi bem disputado. Não corremos sozinhos, teve muita competitividade. No meu entender, na primeira vez que fizemos um campeonato do mundo foi uma experiência positiva. É claro que não era o lugar que esperávamos e também não era o que queria, mas olhando para o que foi o campeonato e tudo o que tivemos e passámos, acabou por ser um salto positivo e uma grande preparação para o Rally Dakar. Foram muitos quilómetros feitos, muitas horas em cima da mota e uma grande experiência adquirida” reconhece.

As luzes da ribalta estão agora viradas para Arábia Saudita, país asiático (Médio Oriente) que em Janeiro próximo acolhe o implacável Rally Dakar. É uma presença garantida na qual Paulo Oliveira sente imenso orgulho por lá poder estar com os melhores do mundo.

– “Qualquer amante do Todo-o-Terreno ambiciona chegar ao Dakar. Não é uma tarefa fácil e não basta querer. É preciso lutar, é preciso trabalhar e é preciso muito foco para chegarmos a este nível.  Ver um dorsal (166) com o nosso nome escrito é um orgulho muito grande. É a primeira vez que Moçambique vai participar num Dakar e é a primeira vez que vamos ver a nossa bandeira a estiar no maior evento desportivo motorizado de todo-terreno”.

Quase mês e meio é o que resta ao piloto para manter  condição física e psicológica, fundamentais para uma boa no Rally Dakar.

– “Este ano tivemos um calendário muito pesado de corridas, tinha que ser assim. Sabíamos que ia ser um ano de muito trabalho. Ainda assim seguem estes dois meses, vamos combater esta ansiedade para que não cometamos erros na fase inicial do Rally de forma a cumprirmos o nosso grande objectivo. Portanto, seguem-se os próximos dois meses muito trabalho intenso, físico, psicológico e algumas horas de mota para que possamos chegar na Arábia Saudita em melhores condições de conseguirmos, quem sabe, fazer um lugar honroso naquela que é a maior corrida do mundo de Off-Road” Concluiu.

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